Trovas por Adriana Janaína Poeta


O deus do vinho,
rodeado por elas,
todas as musas,
estas que nos inspiram,
há de dançar
à luz da lua,
até que o último verso
escape,
e vá correndo
viajar pelo mundo.

Não foram apenas as folhas,
feito versos impressos
da natureza,
todas as flores,
essa poesia divina,
as incontáveis estrelas,
suspiros dos deuses
para o mundo,
que repetiram
através dos séculos
que a água da chuva
e a música das nuvens,
que o vento que sopra,
carrega nos seus braços
o futuro?...

Eu sei que dos poetas
e dos pássaros,
nunca nos cansamos,
são feito o azul do céu
e as ondas perfumadas
do mar.
Antes que esta manhã
acabe,
esta madrugada termine,
muitos versos serão 
escritos,
o vento, a chuva e as estrelas
brincarão de roda
nos ouvidos dos poetas,
as musas murmurarão
seus versos,
e alguns nem saberão disso.

Cansados e embriagados
tendo bebido da fonte mágica,
os poetas,
mesmo os desconhecidos,
bocejarão buscando no leito
repouso e mais sonhos,
pois de sonhos os poetas
são feitos,
de nuvem que passa
e fruta que cai,
esquecida,
no chão dos bosques.

Os poetas também sabem
tirar flor e riso
do asfalto,
e joias raras das profundezas
e abismos.
Ah, nunca abandonamos,
não nos cansamos da poesia 
e dos poetas...
Não pode a vida se fartar do sol...
(Trovas  por Adriana Janaína Poeta/ 2008)

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