Alma valente por Adriana Janaína Poeta

Valente sou eu,
que vive num país
onde reina a Corrupção,
onde cidadãos ordeiros,
além de reunir provas
e denunciar,
têm que persistir,
enquanto a "Justiça" brasileira
insiste em procrastinar.
Para os xerifes de "Nottingham",
as petições, 
no mesmo dia juntam,
com ardis intimidadores
e desonestos,
alcançando familiares meus.
A venda para os crimes
continua posta.

Valente sou eu,
que sem armas,
nem armadura,
além da verdade, 
razão e palavra forte,
toco o meu tambor
e acendo a fogueira.
Arrasto os ratos e seu cocô 
para o Palco,
expondo suas faltas, 
seus crimes e a Quadrilha.
E saio sem guarda,
para o Mercado e a Feira,
vendo a comitiva de larápios e comparsas
me seguir e observar.

Valente sou eu.
Guerreira sou eu.
Poeta da verdade, sou eu,
que prescruta os dinares roubados,
à luz do dia,
pagarem pelo silêncio,
atrasos e espera.
Pela concessão fácil e rápida de "Taxi",
em troca de "apoio",
pelas facilidades 
e acesso a alheio e público erário...

Valente sou eu.
Que não perco a Lira
e a Coragem.
Ornada  de  Versos,
grito aos Quatro Cantos,
e não obscureço minha alma,
banhada de sol,
com covardias e maldades.
Porque cercada de ratos, estou.
Ratazanas que invadem o quintal alheio,
subtraindo, depredando e cobiçando.
Rodeada dos que têm nos pés, a lama,
e nos bolsos o que flui livremente 
da Av. Graça Aranha e do que é Público
para SCity, no galope.

Valente sou eu.
Que segura o Touro "Fêmea" pelos chifres,
arrasta o seu Bezerro larápio e invejoso
para os holofotes,
enquanto a "Realeza" espera que eu canse,
apenas para não expôr a podridão 
extensa e "nobre" da Quadrilha.
E se, cidadã brasileira que sou,
mulher de verdade, me calasse,
meu silêncio alcançaria a posteridade.
Porque Almas Valentes,
em repouso ou no agito,
possuem grande grito.
(Alma valente por Adriana Janaína Poeta)


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