Eu, cidadã por Adriana Janaína Poeta

As leis, embora permitam interpretações e brechas, aqui no Brasil (brechas, não precipícios, como estamos assistindo acontecer), não são ruins. A questão é que são implementadas apenas quando convém, para quem convém, os amiguinhos e parentes, os parceiros de negócios. Está errado. O povo não pode aceitar. A vítima de omissão, crimes, abusos, procrastinações, injustiças, tem que levantar e lutar, legalmente e firme. Denunciar e alertar os demais cidadãos.
Hoje ferem uma vítima, amanhã é com um filho, mãe, pai, avós, irmãos, vizinhos, você. Sai do nosso bolso, através dos impostos, o dinheiro para os altos salários, mordomias, luz, água, telefone, etc de quem ocupa cargo público. E, por favor, não existe justiça gratuita: por tudo nós pagamos.
Conceder justiça "gratuita" é um direito de quem não pode arcar com o montante, mas já paga fracionado, cada vez que acende a luz, abastece o carro ou vai ao mercado. Pode cobrir os degraus de ouro, mas reverta as regalias que pagamos em trabalho e resultados honestos e justos, corretos, para nós, cidadãos brasileiros. Não aceitemos menos.
No fundo isso é reflexo desta política de apadrinhamentos. Não é porque é irmão ou filho e primo de juiz que está apto a exercer funções no Judiciário. Cada um nasce com um dom, habilidades. Pode acontecer de ter elementos da mesma família com inclinações probas semelhantes? Sim, mas não é regra. Assim também na Política, nas Artes, nas Ciências.
As Instituições não são Casa de Boneca para recreio ou negociatas. É sério, mexe com vidas. E se quem está acima, nos pedestais excelsos, não enxerga, não acorda, eu, como cidadã, grito. Acorda, Brasil. Cada tijolo neste país é nosso, e pagamos com nosso suor e trabalho, com nossas almas, por tudo.
Deus abençoe a todos.
(Eu, cidadã por Adriana Janaína Poeta)
05/10/2017



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