SCITY BY ADRIANA JANAÍNA POETA/ TRECHO/ PART/ 50 CONTOS/ CLUBE DE LEITURA DOS POETAS. English/ Português

SCITY BY ADRIANA JANAÍNA POETA/ TRECHO/ PART/ 50 CONTOS/ CLUBE DE LEITURA DOS POETAS.
SCity
English/ Português

Ann e Marc chegaram a SCity por volta do meio dia. O sol ressecava e rachava qualquer coisa que se atrevesse a atravessar os limites da cidade vizinha naquela direção inóspita. Os cavalos estavam sedentos e inquietos.
Alguns rolos de feno voavam pela cidade batida de terra seca. O vento parecia assoviar uma canção macabra e triste.
Ann observou atentamente, enquanto desmontava do seu cavalo. Marc já estava de pé, ao lado de Bill Zav, uma espécie de intermediário no local.
Daquele ponto, entrada da cidade, com aquela imensa e velha esburacada placa, encimada pela carcaça de touro ressecada, destacava-se em vermelho o nome da cidade, SCITY.
Marc jogou fora o cigarro de tabaco e apertou a mão de Bill.
- Marc...Ann... – Cumprimentou Bill, inclinando a cabeça amistosamente, o chapéu já empoeirado e brilhando sob o sol à pino.
- Então, Bill? Quais as novidades? – Perguntou Marc, tendo Ann já ao seu lado.
Bill respirou fundo e apontou para o grande casarão que parecia reinar na cidade.
- Está vendo? Aquele é o lugar que lhes falei. Dali eles comandam com mão de ferro toda a SCity, isso há décadas.
- Mas, não é um prédio público? Pensei que fosse um departamento do governo...
- E você está certa, Ann. É um prédio e um órgão público. – Confirmou Bill. – Vê aquele outro velho casarão, à esquerda? É o Cartório... Ali...Ali...E também lá...-Mostrou Bill, sempre apontando na direção de construções imponentes que se destacavam na cidadezinha. – Tudo pertence à família S. Quer comprar? Quer vender? Assinar um documento importante ou impedir que alguma ordem se cumpra? Quer “comprar” um favor especial ou “encomendar” uma decisão, para atrasar, encarecer, dificultar ou mesmo para vaca ir para o brejo?... Bom, meus caros... – Bill fez uma pausa, retirando um naco de tabaco do pequeno bolso do paletó empoeirado devido à aridez do lugar. Pôs na boca e rapidamente mastigou, como se a simples menção o deixasse nervoso, apreensivo. – Tudo de importante e necessário, qualquer serviço para essas engrenagens, digamos assim... Essenciais... Documentos, registros, decisões, assinaturas, oficiais... Pertence a alguém da família S. Se não é um S, é um representante estratégico dos S.
- Mas, como isso é possível nos dias de hoje? – Perguntou Marc, indignado e surpreso.
- É assim... – Começou a dizer com voz baixa Bill, temeroso. Olhou ao redor mais uma vez, para certificar-se de que não havia ninguém ao redor, bisbilhotando. - É uma M...A....F....I....A.
Ann havia se distraído observando um urubu preto, imenso e majestoso, que sobrevoava adiante, bem em cima do teatro da cidade, de onde chegava uma melodia distante. Bill parecia mastigar, hesitante, as palavras, junto com o naco de tabaco que mascava, por isso, acrescentado ao calor do meio dia e a ausência de brisa refrescante, aquele pó que se agarrava as roupas e aos corpos suados, Ann não ouviu todas as palavras, ditas tão baixo e pausadamente.
- O quê disse? Eu não ouvi direito. Não entendi, Bill. – Disse
Ann, prestando mais atenção.
Bill cuspiu o naco de tabaco ressecado já mascado até o limite. Parecia cada vez mais aflito, temeroso, examinando sempre ao redor, como se esperasse que alguém saltasse das moitas e cactos de repente.
- Eu disse...A família S manda em toda a cidade. São uma Máfia! – Cochichou Bill. Tirou o chapéu e coçou a longa cabeleira negra. Abanou-se com a aba do chapéu. Suava, não se sabe se por nervoso ou pelo calor sufocante.
- Entendo. Mas alguém tem que fazê-los parar então, Bill. - Disse Marc. – Ninguém está acima da Lei. Nem os S. Com certeza, a Capital não sabe disso.
Bill colocou novamente o chapéu, coçou as mãos, passou o braço pela própria testa para secar o suor com a manga.
- Quem vai contra as vontades e interesses dos S, não trabalha nesta cidade. No mínimo. – Disse Bill, com ar visivelmente triste e cansado. – Sua mãe fez tudo com os S na retaguarda. Pagou por isso e pagou bem. Tem dois S e meio no bolso. Uma age ali, outro lá. Um completa o servicinho que o outro inicia. O cartório, aquele prédio importante que te mostrei, de onde sai tudo graúdo, aquilo, ali, lá, e o prédio ao lado...Tudo, tudo aqui nesta cidade, tem um S à testa. Eles se esgueiram nas repartições importantes e variadas, os tentáculos estão por toda parte. Some papel, atrasa, aprova, acaba... Tudo tem o dedo dos S. Não foi diferente no inventário do seu pai, não foi diferente nos dois imóveis seus... E no que se seguiu...A família S é aqui o braço que comanda há décadas o leme e move as pás do moinho em SCity.
(Continua)
(SCity por Adriana Janaína Poeta/ Contos/ Trecho/ 50 Contos/ Clube de Leitura dos Poetas)
SCity
By Adriana Janaína Poeta
Ann and Marc arrived at SCity around noon. The sun dried up and cracked anything that dared to cross the borders of the city in that inhospitable direction. The horses were thirsty and restless.
A few rolls of hay flew through the beaten city of dry land. The wind seemed to whistle a macabre and sad song.
Ann watched intently as she dismounted from her horse. Marc was already standing, next to Bill Zav, a kind of intermediary in the place.
From that point, the entrance to the city, with that immense old bumpy plaque surmounted by the dry bull's carcass, the city's name, SCITY, stood out in red.
Marc threw away his cigarette and squeezed Bill's hand.
- Marc ... Ann ...- He greeted Bill, nodding his head amicably, his hat already dusty and gleaming in the sun burning.
- So, Bill? What's New? - Marc asked, having Ann already by his side.
Bill took a deep breath and pointed to the large mansion that seemed to reign in the city.
- You see? That's the place I told you. From there they have been commanding SCity for decades.
- But is not it a public building? I thought it was a government department ...
- And you're right, Ann. It is a building and a public organ. - Say Bill. -See that other old house on the left? It's the Registry office... Here ... Here ... And there too ... - Bill showed, always pointing in the direction of towering buildings that stood out in the small town. - Everything belongs to the S family. Do you want to buy? Want to sell? Sign an important document or prevent some order from being fulfilled? Do you want to "buy" a special favor or "order" a decision, to delay, make it more difficult, or even that someone lose? ... Well, my dear ... - Bill paused, taking out a loaf of tobacco Of the small pocket of the dusty jacket due to the aridity of the place. He put it in his mouth and quickly chewed, as if the mere mention made him nervous, apprehensive. - All important and necessary, any service for these gears, so to speak ... Essential ... Documents, records, decisions, signatures, officers ... It belongs to someone in the S family. If it is not an S, be at service Strategic of the one S.
- But how is this possible these days? - Marc asked, indignant and surprised.
- It's like this ...- Bill began, his voice low, fearful. He looked around once more, to make sure there was no one around snooping around. - It's an M ... A .... F .... I .... A.
Ann had distracted herself by watching a huge, majestic black buzzard flying overhead, over the city theater, from which a distant melody came. Bill seemed to chew the words hesitantly along with the tobacco he chewed, so added to the midday heat and the absence of refreshing breeze, the dust that clung to sweaty clothes and bodies, Ann did not hear. The words spok so low and slow.
- What did you say? I did not hear it right. I did not, Bill. - Said
Ann, paying more attention.
Bill spat out the dried tobacco already chewed to the limit. He seemed more and more afflicted, fearful, always examining around, as if expecting someone jump out of the bushes and cacti suddenly.
- I said ... The S family command all over town. They're a Mafia! - Cochichou Bill. He took off his hat and Combed hair his long black hair with hand.
He shook with the brim of her hat. Sweaty, it is not known whether by nervous or by the suffocating heat.
- I understand. But someone has to make them stop then, Bill. - Marc said. - No one is above the Law. Nor the S. Family. Certainly, the Capital City does not know this.
Bill put his hat back on, scratched his hands, put his arm across his forehead to wipe the sweat with his sleeve.
- Whoever goes against the wishes and interests of the S, does not work in this city. That at least. Bill said, visibly sad and tired. - Your mother did everything with the SFamily in the rear. She paid for it and paid well. There are two S and a half in his pocket. One acts there, another there. One completes the service that the other starts, she and he.
The registry office, that important building I showed you, from where everything comes out big, there, and the building next door ... Everything, everything here in this city, has a S to forehead. They sneak into the important and varied offices, the tentacles are everywhere.
Some paper, delay, approve ... Everything has the finger of the S Family. It was not different in your father's inventory, it was not different in the two properties of yours ... And what followed ... The S family command be everything. The arm that has commanded the rudder for decades and moves the mill blades in SCity.
(To be continued)
(SCity by Adriana Janaína Poeta/ Part)
                                                                       *

SCITY BY ADRIANA JANAÍNA POETA/ IN 50 CONTOS/ TRECHO/ PART/ CLUBE DE LEITURA DOS POETAS - ENGLISH/ PORTUGUÊS
Passava das 16 horas quando Jhon viu Edward chegando. O cavalo estava cansado, como se estivesse com muita sede e tivesse feito uma longa viagem.
- Edward, ela não saiu.
- Está na casa? - Perguntou Edward, irritado. – Ainda?
- Sim.
- As ordens são para esperar ela abrir a porta.
- Eu sei.
- Só então agimos. Se não der certo assim, vamos dar outro jeito.
- Parece que ela adivinha...
- Temos que fazer logo, ou não ganhamos o que os Bern e S prometeram.
- Diabos! Estou seco para pôr a mão na grana prometida, Jhon!
- E eu?
- Sem ela, fica tudo mais fácil. Esse é o plano. E é fácil... – Disse Edward e os dois puseram-se a rir.
- Essa espera está me matando. Esse calor de SCity racha qualquer tronco velho...
- Bom, pensa na grana. Aí o calor fica suportável. Afinal, é apenas uma mulher, Jhon. Servicinho fácil, grana fácil, com a cobertura dos S. O que pode dar errado?
(SCity por Adriana Janaína Poeta/ in 50 Contos/ Trecho/ Clube de Leitura dos Poetas)
Continua...
It was past four o'clock when Jhon saw Edward coming. The horse was tired, as if he had been very thirsty and had made a long journey.
- Edward, she did not leave.
- Is it in the house? - Edward asked irritably. - Still?
- Yes.
-The orders are for wait for her to open the door."
- I know.
- Only then will we act. If it does not work out, we'll find another way.
- It seems she guesses ...
- We have to do it soon, or we do not earn what the Berns and S promised.
- Hell! I'm dry to put my hands on the promised money, Jhon!
- And I?
- Without her, everything's easier. This is the plan. And it's easy ... - Edward said and they both laughed.
- This wait is killing me. This heat of SCity burn and kill any old trunk ...
- Well, think of the money, then the heat becomes bearable. After all, she's just a woman, John.















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