A mãe da corrupção por Adriana Janaína Poeta

   O fim do mundo não virá de catástrofes naturais ou eventos inesperados, não precisamos temer nada externo a este mundo. Quando o senso de justiça e a banalidade dos crimes, a tolerância parva diante da corrupção e dos corruptores, fincar suas raízes no coração da sociedade organizada, travestida de falsa dignidade, enquanto mente, pilha, subverte leis, subtrai documentos e o que nunca lhes pertenceu, transgredindo o bom senso e a decência, pondo em risco vidas inocentes e roubando infância, reunindo personagens, seja por omissão ou ganhos financeiros, e formando com isso verdadeiras quadrilhas, o fim do mundo será vislumbrado.
   Homens e mulheres de valor e integridade, nos dias atuais e no passado, em diversos setores e camadas da sociedade, mantém, heroicamente, essa luz que não permite que o mundo se transforme no caos de perversidade e criminalidade.
   Não será desviando os olhos, silenciando, cobrindo os ouvidos à verdade, aos fatos e provas, que estas desaparecerão, que os crimes deixarão de existir, que o errado será o correto, que os gritos serão calados. Chega-se ao ponto que a verdade eclode, pois essa é a natureza das coisas, revelar-se tal como é.
   Engana-se quem pensa que a passividade e a tolerância indiscriminada são eternas. O mundo gira, o movimento é o seu curso. Sempre que permitimos a escalada de crimes, na tentativa de proteger um ou outro, que fez vistas grossas ou lucrou com os fatos, os delitos crescem, fazendo novas vítimas inocentes, oprimindo vidas enquanto a lama aumenta e toda a sociedade padece.
   A corrupção atinge a todos, afeta o cotidiano de cada um de nós, mas quem tem luz não se dobra a impunidade e segue adiante. Precisamos de bons exemplos, de líderes, em todos os setores da sociedade, cargos e posições, que segurem as rédeas e tomem decisões que ponham um fim a escalada de crimes e impunidade.
   Quem assume posição que decide diretrizes e destinos, deve guiar-se pelo mínimo de retidão e ser capaz de dar um basta a esses cartéis que reúnem-se para roubar, mentir e corromper. Difíceis tempos para todos, mas não será por isso que iremos nos acomodar e permitir que o que é notoriamente errado, desfile com as pompas do correto.
   Que brilhe e cresça no coração de todos a luz da verdade e o amor pela justiça. Sem isso, voltamos a barbárie.
(A mãe da corrupção por Adriana Janaína Poeta/ in Vai, Brasil/ Clube de Leitura dos Poetas)

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